segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

MP cobra preservação do Morro da Serrinha

Morro da Serrinha, no Setor Serrinha: Ministério Público cobra que Semarh e Amma verifiquem degradação no local e nas nascentes e pede previsão da implantação de unidade de conservação.

Loisse Rodrigues
Da editoria de Cidades
Diário da Manhã
12/12/2008

Considerando o artigo 225 da Constituição Federal Brasileira “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de preservá-lo para presente e futuras gerações”, a promotora de Justiça Marta Morya Loyola, da 15ª Promotoria de Justiça, especializada na Defesa do Meio Ambiente, determinou, no dia 4 de dezembro, prazo improrrogável de 10 dias úteis, a contar do recebimento da notificação expedida, para que a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) e Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) atendam aos requisitos previstos pelo Ministério Público.
Para a Semarh e para a Amma foi solicitado vistoria a fim de averiguar a ocorrência de degradação ambiental no Morro da Serrinha e nas nascentes de recursos hídricos porventura existentes, verificação de ocupações existentes no local, informando-se se as mesmas estão devidamente licenciadas, informações sobre a previsão da implantação de unidade de conservação no Morro da Serrinha, medidas de preservação, informações sobre existência de programa de educação ambiental para preservação do Morro da Serrinha. Foi designada à Comurg limpeza da área do entorno do morro.
Os órgãos foram procurados pela equipe de reportagem do DM. Tanto a Semarh quanto a Amma alegaram que ainda não receberam a notificação do MP, mas afirmaram que assim que as requisições chegarem oficialmente, todas as providências solicitadas serão feitas.
A Assessoria de Imprensa da Comurg afirma que, apesar de não terem recebido também a notificação, enviarão hoje pela manhã ao Parque da Serrinha uma equipe para averiguar o que é de responsabilidade dela e já preparar para tomar as medidas necessárias para a limpeza do parque.
Anteriormente, uma ação civil pública movida pelo próprio ministério impediu a construção de um teleporto no local. Neste processo atual, além de ser apurada a degradação ambiental do Morro da Serrinha, há a intenção de fazer com que o governo do Estado se comprometa em implantar o Parque Ecológico Serrinha, conforme o previsto no Plano Diretor de Goiânia. Por intermédio de uma representação assinada por seis vereadores da Capital, inclusive Rusembergue Barbosa (autor do projeto do parque) e dirigentes de diversas ONGs, a dra Marta Morya fez as requisições.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

MP é acionado para combater degradação no Morro da Serrinha

Cidades, p. 9
Diário da Manhã
03/12/2008

Representantes de órgãos de defesa do meio ambiente de Goânia solicitaram ontem a intervenção do Ministério Público (MP) de Goiás para combater a degradação na reserva ambiental Morro da Serrinha e nas nascentes do Córrego Serrinha. O objetivo da representação é que se providencie a instalação do Parque Ecológico Serrinha.
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O autor do projeto, vereador Rusembergue Barbosa (PRB), disse que o momento é crítico, porque o único sistema do Cerrado em região urbana de Goiânia pede socorro. “Como legislador e fiscalizador de leis, não podia ficar parado e ver nossa história florestal ir embora.” O promotor Marcelo Fernandes, da 81ª Promotoria, diz que não é competência da instituição criar áreas de reserva ambiental, mas apenas fiscalizar.
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O presidente da ONG Guerreiros da Natureza, Antônio Carlos Volpone, fala que os incêndios criminais são constantes no Morro. Há dois anos, a ONG monitora a região e verificou que das mil espécies de árvores que havia na região restam apenas 73, como pequi, jatobá e lixeira. “Nosso buquê verde está morrendo. Está na hora da criação do parque para proteger os lençóis freáticos.”

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Entidades discutem Parque Serrinha

Loisse Rodrigues
Da editoria de Cidades
Diário da Manhã
02/12/2008

Em audiência pública com comissão representativa da Câmara Municipal de Goiânia e representantes de entidades ligadas à luta em defesa do meio ambiente, será discutida e apresentada representação, junto ao Ministério Público Estadual, sobre degradação ambiental na Reserva Morro da Serrinha e nas nascentes do Córrego Serrinha. Será solicitada também providência objetivando a implantação do Parque Ecológico. A audiência será realizada hoje, às 15 horas, no auditório do MP, em Goiânia.

Os representantes argumentam junto ao Ministério a situação crítica em que se encontra o Parque Serrinha, com elevados e preocupantes níveis de degradação ambiental. Considerando o desejo da população de Goiânia pela implantação no local do Parque Ecológico Serrinha, conforme o previsto no primeiro Plano Diretor da Cidade, elaborado pelo arquiteto-urbanista Attílio Corrêa Lima, os representantes entraram com pedido de instauração de inquérito civil público ou outras medidas como a adoção de quaisquer outras medidas administrativas e judiciais, que se fizerem necessárias, visando a cessação imediata dos danos, agressões e crimes ambientais praticados contra as áreas de preservação permanente, Morro Serrinha e nascentes do Córrego Serrinha.
Identificação e responsabilização, na forma legal, de todos os agentes causadores dos danos ambientais registrados nas referidas áreas, bem como a adoção das medidas cabíveis a sua justa reparação e/ou compensação.
Além disso, lavratura de Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta, no qual as autoridades competentes da área meio ambiente do governo do Estado e da Prefeitura de Goiânia se comprometam a proteger, preservar e recuperar as áreas degradadas, com medidas amparadas pela legislação federal, estadual e municipal e a implantação do Parque Ecológico Serrinha.
A comissão dos representantes pedem a designação de um profissional especializado em perícia ambiental, devidamente habilitado e credenciado, para a elaboração de um relatório técnico completo e minucioso, contendo laudos e levantamentos periciais sobre a situação da Reserva Morro Serrinha e das nascentes do Córrego Serrinha, para fiscalizar as condições ambientais das áreas, identificando espécies vegetais e animais, ocupações e construções existentes, lançamentos de lixo e entulhos na área da Reserva e de esgotos pluviais, sanitários e domésticos nas nascentes, plantações e criações, vias de acesso e trilhas, e os danos causados ao solo e à vegetação.
O vereador Rusembergue Barbosa, um dos líderes da comissão, mostra-se confiante com o projeto. “Se não cuidarmos do que é nosso, obviamente a tendência é trazer uma série de malefícios, problemas de saúde à população”, afirma.
O Morro Serrinha se constitui hoje em uma das pouquíssimas reservas de Cerrado dentro da área urbana de Goiânia. Praticamente todas as demais áreas protegidas pela legislação se compõem de reservas de algum dos outros tipos de formações.
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Reuniãodia: 2 de dezembro (hoje)
Horário: 15 horas
Local: auditório do edifício sede do Ministério Público (Jardim Goiás – Avenida B esquina com a Rua 23 – fone: 3243-8027)
Participantes:
*Ministério Público
*Promotores de Justiça de Urbanismo e de Meio Ambiente da comarca de Goiânia:
*Miryam Belle Morais da Silva
*Marcelo Fernandes de Melo
*Maurício José Mardini
*Marta Moria Loyola.
*Vereadores e representantes de entidades ligadas à luta em defesa do meio ambiente

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

REPRESENTAÇÃO AO MINISTÉRIO PÚBLICO DEFENDE MORRO SERRINHA

ABRACE A NATUREZA PROTEJA O MORRO SERRINHA

EM DEFESA DO MORRO SERRINHA E DAS NASCENTES DO CÓRREGO
SERRINHA

REUNIÃO DE APRESENTAÇÃO DA REPRESENTAÇÃO
DIA: 02 DE DEZEMBRO – TERÇA-FEIRA
HORÁRIO: 15 HORAS
LOCAL: AUDITÓRIO DO EDIFÍCIO SEDE DO MINISTÉRIO PÚBLICO
(JARDIM GOIÁS – AVENIDA B ESQUINA COM A RUA 23 – FONE: 3243-8027)


PARTICIPANTES:
Ministério Público
Promotores de Justiça de Urbanismo e de Meio Ambiente da Comarca de Goiânia, Dra. MIRYAM BELLE MORAIS DA SILVA

Dr. MARCELO FERNANDES DE MELO, Dr. MAURÍCIO JOSÉ MARDINI e Dra. MARTA MORIA LOYOLA.

Vereadores e representantes de entidades ligadas à luta em defesa do meio ambiente.

À Coordenadoria do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público do Estado de Goiás

ABRACE A NATUREZAPROTEJA O MORRO SERRINHA
EM DEFESA DO MORRO SERRINHA E DAS NASCENTES DO CÓRREGO SERRINHA

REPRESENTAÇÃO

Câmara Municipal de Goiânia
Vereadores
RUSEMBERGUE BARBOSA
MAURÍCIO BERALDO

ELIAS VAZ
MIZAIR LEMES
VIRMONDES CRUVINEL
MARINA SANT’ANNA

Sociedade Civil Organizada
Presidentes
ANTÔNIO CARLOS VOLPONE Associação Guerreiros da Natureza
JOÃO PAULO ANTUNES Associação dos Amigos do Morro Serrinha
SIRLENE BORBA Associação dos Amigos do Parque Vaca Brava
OSMAR PIRES MARTINS Academia Goianiense de Letras
Dr. CARLOS DE FREITAS B. FILHO Comissão de Direito Ambiental – OAB/GO

EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR(A) PROMOTOR(A) DE JUSTIÇA DO MEIO AMBIENTE DA COMARCA DE GOIÂNIA
Assunto: Apresenta Representação sobre degradação ambiental na Reserva Morro Serrinha e nas nascentes do Córrego Serrinha, bem como, solicita providências, objetivando a implantação do Parque Ecológico Serrinha
CONSIDERANDO o distinto posicionamento legal e constitucional, que confere a esse Colendo Órgão Ministerial – guardião da Carta Magna, das leis e defensor da sociedade - a função de promover o Inquérito Civil e a Ação Civil Pública, na forma da lei, para a proteção, prevenção e reparação dos danos causados ao meio ambiente, bem de uso comum do povo e essencial a sadia qualidade de vida da população (art. 129, III da Constituição Federal combinado com o art. 25, IV, “a”, da Lei 8.625/93);
CONSIDERANDO que o MINISTÉRIO PÚBLICO é órgão legitimamente admitido à defesa dos interesses sociais e individuais indisponíveis e, especificamente, à tutela do patrimônio ambiental, visando a ampla reparação dos danos eventualmente ocorridos, a recomposição do meio ambiente lesado e, sobretudo, a prevenção de danos ao ecossistema local e à sociedade;
CONSIDERANDO o estado crítico, face aos altos e preocupantes níveis de degradação ambiental registrados nas áreas de preservação permanente: Morro Serrinha – uma das mais importantes áreas de recarga do lençol freático da região sul de Goiânia, bem cultural dotado de atributos vinculados a fatos memoráveis da criação da cidade e uma das únicas reservas de cerrado típico ainda existente na área urbana da capital – e nascentes do Córrego Serrinha;
CONSIDERANDO o forte anseio da população de Goiânia pela implantação no local do Parque Ecológico Serrinha, conforme o previsto no primeiro Plano Diretor da Cidade, elaborado pelo Arquiteto-Urbanista Attílio Corrêa Lima;
Dirigimo-nos, mui respeitosamente, à ilustre Coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público do Estado de Goiás, Dra. MIRYAM BELLE MORAIS DA SILVA e aos eméritos Promotores de Justiça de Urbanismo e de Meio Ambiente da Comarca de Goiânia, Dr. MARCELO FERNANDES DE MELO, Dr. MAURÍCIO JOSÉ MARDINI e Dra. MARTA MORIA LOYOLA para apresentar-lhes a presente Representação, sustentada nos fatos, razões e fundamentos, em anexo, com pedido de instauração de INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO e, caso a Promotoria de Defesa do Meio Ambiente considere pertinente, a propositura da competente Ação Civil Pública - instrumento processual destinado a propiciar a tutela ao meio ambiente –, bem como a adoção de quaisquer outras medidas administrativas e judiciais, que se fizerem necessárias, visando o alcance dos objetivos seguintes:
1. Cessação imediata dos danos, agressões e crimes ambientais praticados contra as áreas de preservação permanente, Morro Serrinha e nascentes do Córrego Serrinha. Neste sentido, o Poder Público Municipal, através do órgão competente, deverá instalar na Reserva Morro Serrinha um sistema de vigilância especializada, visando proteger e prevenir as agressões e danos ambientais praticados contra aquele ecossistema;
2. Identificação e responsabilização, na forma legal, de todos os agentes causadores dos danos ambientais registrados nas referidas áreas, bem como, a adoção das medidas cabíveis à sua justa reparação e/ou compensação;
3. Lavratura de TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA, no qual as autoridades competentes da área meio ambiente do Governo do Estado e da Prefeitura de Goiânia, no cumprimento de suas responsabilidades legais e constitucionais, se comprometam a adotar as seguintes providências:a) promover todas as medidas necessárias à recuperação, proteção e preservação daquelas áreas de preservação permanente, amparadas pela legislação federal, estadual e municipal;b) implantar o PARQUE ECOLÓGICO SERRINHA, conforme designação prevista no Plano Original da cidade e o legítimo anseio da população, com a prévia fixação dos prazos máximos para o início e o término das obras. Solicitamos ainda que, no curso do referido Inquérito Civil, sejam adotadas todas as providências indispensáveis à eficaz instrução processual, dentre as quais: coleta de declarações e depoimentos de autoridades constituídas, representantes de entidades civis e pessoas comuns ligadas ao objeto da investigação (vide relação, em anexo), realização de diligências e requisição de laudos de constatação de danos ambientais, elaborados pela Agência Municipal do Meio Ambiente de Goiânia e Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e de escrituras, certidões, títulos de propriedade ou posse de todos os ocupantes, pessoas físicas e jurídicas, da Reserva Morro Serrinha e das áreas das nascentes do Córrego Serrinha.
Por fim, pleiteamos a esse respeitável “parquet”, que designe um profissional especializado em perícia ambiental, devidamente habilitado e credenciado, para a elaboração de um relatório técnico completo e minucioso, contendo laudos e levantamentos periciais, sobre a situação da Reserva Morro Serrinha e das nascentes do Córrego Serrinha, identificando os pontos seguintes: espécies vegetais e animais, ocupações e construções existentes, lançamentos de lixo e entulhos na área da Reserva e de esgotos pluviais, sanitários e domésticos nas nascentes, plantações e criações, vias de acesso e trilhas, e os danos causados ao solo e à vegetação.
Diante do exposto, manifestamos a nossa plena confiança no êxito da atuação do Egrégio Ministério Público do Estado de Goiás, no tocante ao objeto da presente Representação, a exemplo do desempenho dessa magnânima instituição nas causas relativas à defesa do meio ambiente, como o bem sucedido Inquérito Civil Público sobre a pretendida instalação exatamente naquela mesma área (Morro Serrinha) do antigo Projeto do Porto de Telecomunicações (Teleporto), antecedendo à Ação Civil Pública ambiental, proposta em 27 de dezembro de 2.004, que culminou com a não concessão da permissão de uso do solo, licença ambiental e alvará de construção do Município aquele empreendimento.
Goiânia, aos 02 dias do mês de dezembro de 2.008.

domingo, 9 de novembro de 2008

Ambientalistas querem criação urgente de parque

A.C. Volpone, Rusembergue Barbosa, Joãozinho Ferreira e
autoridades durante visita ao Morro da Serrinha na tarde de ontem


Matheus Álvares Ribeiro
Da Editoria de Cidades
Diário da Manhã
08 de novembro de 2008


Autoridades ligadas ao meio ambiente visitaram, na tarde de ontem, o Morro da Serrinha. O encontro, promovido pelo vereador Rusembergue Barbosa, teve como objetivo pressionar o governo do Estado a ceder a área para o município, que pretende criar um parque no local.
Em maio deste ano, o vereador se reuniu com o então secretário de Articulação Política do governo, Roberto Balestra. No encontro, Rusembergue propôs trocar a área do Colégio Lyceu de Goiânia, nas mãos do município, pelo Morro da Serrinha, em posse do Estado. A decisão final, no entanto, cabe ao governador Alcides Rodrigues, que ainda não se pronunciou.
Na Câmara Municipal, já tramita projeto de lei, de autoria de Rusembergue, que prevê a criação do Parque da Serrinha. “Queremos um parque à altura do Vaca Brava”, afirma. O gerente de Políticas Ambientais da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Silas Paulo de Sousa, afirma que há interesse do secretário Roberto Freire e do governo do Estado em colaborar. Até o momento, no entanto, nenhuma decisão foi tomada.
“O morro já devia ter virado parque há 20 anos”, afirma o presidente da ONG Guerreiros da Natureza, Antônio Carlos Volpone. Para garantir resposta rápida do governador, membros da entidade promoverão, a partir de agora, protestos em frente ao Palácio Pedro Ludovico, onde estenderão faixas e levarão mudas de plantas nativas do Cerrado.
Vereador eleito pelo PRB, Joãozinho Ferreira também visitou o local e reiterou urgência em transformar o local em parque. “São espécies nativas do Cerrado que estão se perdendo com a depredação”, alertou.
Espécies nativas
O Morro da Serrinha ocupa área de mais de 100 mil metros quadrados. A região contém mais de 70 espécies nativas do Cerrado, como pequi, jacarandá e cagaita. A variedade inclui algumas consideradas endêmicas, ou seja, não são encontradas em outro lugar.
É o ponto mais alto de Goiânia e do qual Pedro Ludovico projetou a futura capital. A transformação da área em parque seria um desejo do próprio Attilio Corrêa Lima, responsável pelo projeto arquitetônico de Goiânia e que teria reservado o morro para este fim.
Além de abrigar espécies nativas, o morro também constitui em área de recarga de água. Isso significa que alimenta o lençol freático com a água da chuva e drena a água para o Parque Amazônia e Córrego Botafogo. Atualmente, a área é alvo de degradação dos próprios moradores, que jogam lixo e retiram cascalho da área.
Outra briga dos defensores do parque é o projeto da Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira (Agepel), em instalar estátua do fundador de Goiânia no alto do morro. Os grupos contrários ao projeto alegam que o monumento degradaria ainda mais o morro. Caso o projeto de criação do parque seja aprovado, as únicas alterações feitas no local serão as telas que cercarão o morro e passarelas destinadas ao acesso de pessoas.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Estátua de Ludovico é cobrada por vereador

Diário da Manhã
Cidades
12/09/08

O vice-presidente da Câmara Municipal, Rusembergue Barbosa, cobrou mais agilidade do governo do Estado em instalar a estátua-gigante do fundador de Goiânia, Pedro Ludovico Teixeira. O pedido foi feito após divulgação de nota na Coluna Café da Manhã, do DM. Desde outubro do ano passado – segundo o vereador – o monumento, concebido pela artista plástica goiana Neuza Moraes, fundido em bronze pela empresa de Piracicaba, Fundiart, está pronto para ser trazido e instalado. “Uma obra de tamanha importância não pode ficar tanto tempo renegada num galpão, esperando pela boa vontade de quem a encomendou”, lamenta Rusembergue. Ele reconhece o esforço da Agepel em resolver o impasse; porém, pede pressa na solução.

Ele acredita que a indefinição sobre o local de instalação da obra de arte seja o principal motivo da demora. Diante da polêmica criada em torno do assunto, o vereador chegou a propor a realização de um plebiscito para a colocação da estátua, apontando como alternativas: a Rua 24, no Centro (imóvel onde está plantada a Centenária Árvore Moreira); a Praça Cívica, a Praça do Trabalhador; a Praça do Cruzeiro e o Morro da Serrinha. Diante das dificuldades apontadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para a realização desse tipo de consulta num ano eleitoral, Rusembergue defende que a escolha seja fruto de um consenso entre o governador Alcides Rodrigues e o prefeito Iris Rezende.

Serrinha

Em janeiro deste ano, a presidente da Agência Goiana de Cultura (Agepel), Linda Monteiro anunciou que a estátua seria instalada no Morro da Serrinha. O vereador não descarta essa possibilidade, mas defende um projeto mais amplo com a implantação de um Parque Ecológico no local. A área conserva as características originais, constituindo-se em uma das pouquíssimas reservas de Cerrado dentro da área urbana de Goiânia.O filho do homenageado, Mauro Borges, já declarou sua preferência pelo Morro da Serrinha, argumentando que, do local, o pai teria se convencido de que achara o espaço ideal para a instalação da capital de Goiás, depois de vislumbrar o horizonte. Porém, o destino da estátua de Pedro poderá ser mesmo a Praça Cívica, que será totalmente revitalizada pelo governo do Estado, conforme divulgado com exclusividade pelo Diário da Manhã.

Segunda maior obra individual do País

A estátua de Pedro Ludovico é a segunda maior obra individual em bronze do País; perde apenas para o monumento do Duque de Caxias, instalado em São Paulo, com doze metros de altura.

A Fundiart está no mercado piracicabano de fundição há 24 anos, mas Euclides Libardi acumula experiência desde a década de 60. No início, ele se dedicava principalmente à arte sacra e a objetos de cemitérios. A peça mede sete metros de altura, três metros de largura e pesa 2,5 toneladas. Foi fabricada em partes, para facilitar o transporte, e está montada dentro do galpão da empresa local, dividindo espaço com outras obras de arte produzidas pela empresa. Idealizado pela artista Neuza Moraes em 1982, o monumento, intitulado Resgate à Memória, deve ser instalado em um deque de concreto. Esculpida em gesso e banhada em bronze, a peça traz detalhes minuciosos da expressão do fundador.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Parque Serrinha é um tributo ao Cerrado

Artigo de Opinião
Diário da Manhã,
27/08/2008


Araticum, murici, piqui, jatobá, sucupira, barbatimão, faveira, pau-santo, pau-terra, carobinha, cagaita, jacarandá, bacupari, manjericão-do-campo e ipê-amarelo. Onde estão as espécies do nosso Cerrado? Raramente encontradas em Goiânia, elas ainda sobrevivem majestosamente no Morro Serrinha, apesar das constantes agressões. Além de abrigar espécies nativas, o morro também constitui área de recarga de água. Ele alimenta o lençol freático com água da chuva e drena a água para o Parque Amazônia e o Córrego Botafogo. Daí a importância de sua proteção e revitalização, através da implantação de um parque ecológico, que garantirá a preservação daquela reserva urbana representativa de um mosaico paisagístico que caracteriza a Província Biogeográfica do Cerrado. Aliás, precisamos urgentemente fazer o caminho inverso, afinal a continuidade do desmatamento e da destruição desse bioma trará conseqüências muito severas no tocante, por exemplo, à disponibilidade quantitativa e qualitativa dos recursos hídricos. A água dos mananciais perde em quantidade e qualidade nos pontos com menor conservação da vegetação nativa.

O Cerrado tem sido extrema e irresponsavelmente castigado. Vivemos um avanço fora de controle do desmatamento, num ritmo sem precedentes em nenhum outro bioma brasileiro. Pesquisas do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento da Universidade Federal de Goiás (UFG) mostram que a área desmatada nas últimas quatro décadas equivale a 2,35 territórios de Goiás. Portanto, são mais de dois Estados de Goiás desmatados em 40 anos. Cada hectare derrubado gerou 220 toneladas de dióxido de carbono (CO2) em 20 anos. Em Goiás e no Distrito Federal, metade das bacias hidrográficas está desprotegida, com menos de 30% de cobertura vegetal.

O bioma típico do território goiano está mais desprotegido que a Amazônia. No Cerrado, apenas 5,2% da área têm proteção legal, com definição de unidades de conservação. Na Amazônia, o índice chega a 45% do território. Em Goiás, 58 mil quilômetros quadrados de Cerrado podem desaparecer em poucos anos se não houver políticas de gestão ambiental e territorial. Até o Estado do Mato Grosso, apontado como principal responsável pelo desmatamento da Amazônia, tem índice melhor de preservação do Cerrado. Somente de 2003 para 2004, 8,5 mil quilômetros quadrados de Cerrado foram desmatados, o que equivale a 2,5% da área total de Goiás. Foram em média 708 quilômetros quadrados derrubados por mês.

O desmatamento – principal contribuição brasileira para o aquecimento global – provoca uma perda de biomassa responsável pelo lançamento de 220 toneladas de CO2 por hectare devastado. Se essa vegetação existisse, iria reter em um ano de 0,3 a 2,5 toneladas de carbono por hectare. O Cerrado é um grande sumidouro de carbono dentro do processo natural da fotossíntese. Sua devastação provoca a perda dessa capacidade e leva a uma emissão de carbono sem precedentes. Portanto, sobrou pouco para ser preservado e a revitalização do Morro Serrinha e das áreas de nascentes do córrego que leva o mesmo nome, situados numa microrregião bastante adensada, é uma espécie de tributo ao Cerrado. A propósito, aquela área de preservação permanente certamente teria sido extinta, caso prosperasse a instalação ali do projeto de um teleporto. Pelo projeto, seriam construídos sete blocos, um dos quais com 40 pavimentos, um com 18 e cinco blocos com 10 andares cada, que deveriam ser erguidos num platô no alto da Serrinha, totalizando 142 mil metros quadrados de área construída. Somente a implantação de um parque ecológico, como deseja a população, poderá assegurar a preservação daquele que é o último resquício urbano do Cerrado na Capital, encravado no ponto mais alto do Vale do Botafogo e onde Pedro Ludovico Teixeira vislumbrou e escolheu o local para edificar esta cidade. Assim, proteger o Morro Serrinha significa preservar o bioma Cerrado no coração de Goiânia. Aliás, a transformação daquela reserva em um parque era desejo de Attílio Corrêa Lima, autor do projeto arquitetônico de Goiânia.

Rusembergue Barbosa é vice-presidente da Câmara Municipal de Goiânia rusemberguebarbosa@gmail.com

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Parque da Serrinha tem apoio da Semarh



Ivair Lima

Cidades, Diário da Manhã

30/07/08





Criação do Parque da Serrinha é apoiada também pelo novo secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Roberto Freire. Depois de reunião que aconteceu ontem com os integrantes da Comissão do Fórum Pró-Criação do Parque Ecológico da Serrinha, Freire disse acreditar no projeto porque é um desejo da população. 'A sociedade quer o parque. A secretaria vai dar o apoio.'

A comissão foi composta pelo vereador Rusembergue Barbosa; o presidente da Academia Goianiense de Letras, Osmar Pires; Eduardo Gomes, representante da Acieg; Marcelo de Castro Dias, da Comissão de Direito Ambiental da OAB; Raimundo Rosa, da ONG Guerreiros da Natureza; João Paulo Antunes, presidente da Associação dos Amigos da Serrinha; e Mariana Siqueira, gerente de Unidades de Conservação da Agência Municipal de Meio Ambiente.

Rusembergue Barbosa explicou que a natureza cobra preço muito alto pelas agressões que sofre. 'Se não fizermos nada agora, vamos levar às futuras gerações problemas que outras cidades já vivenciam e que podem ser evitados em Goiânia.'

Mariana Siqueira, que realizou estudos de campo na Serrinha, informou que a área é a única na zona urbana de Goiânia com características típicas de Cerrado. 'É uma riqueza única. Na Serrinha tem muitas espécies medicinais e frutíferas.' Osmar Pires afirmou que a criação do Parque da Serrinha é uma idéia bem aceita pelo governo do Estado, pela Prefeitura de Goiânia e pela sociedade civil.

O secretário afirmou que só não dá uma resposta incisiva neste momento porque ainda não dispõe dos dados técnicos. Reforçando a necessidade de atenção no local, Raimundo conta que recentemente surgiu um foco de incêndio no Morro.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Ameaça silenciosa ao Córrego Serrinha

Ivair Lima
Diário da Manhã, p. 16
Cidades, 06/07/2008


Córrego Serrinha está com os dias contados se não forem tomadas medidas urgentes para preservar suas nascentes. O alerta é do biólogo João Paulo Antunes da Silva, presidente da Associação dos Amigos do Morro da Serrinha. Dos 15 principais córregos de Goiânia, apenas 6 têm as nascentes protegidas e o Serrinha é um dos mais ameaçados. "As nascentes estão degradadas e maltratadas. A área de afloramento das águas está muito desmatada", aponta.


O vereador Rusembergue Barbosa (PRB), autor do projeto de criação Parque Serrinha, diz que o primeiro passo para salvar o Córrego Serrinha é despertar a comunidade local. "Todos moradores que procuramos na região são unânimes. Querem a preservação de toda a área do parque." As nascentes do Córrego Serrinha ficam dentro de uma propriedade particular, na fronteira do Parque Amazônia com a Vila Divino Pai Eterno, ocupada por chacareiros, e próxima a áreas de invasão. Os moradores da ocupação irregular dizem que estão prontos para sair para a instalação de um parque no local. Sílvia Pereira dos Santos, 30, balconista desempregada, afirma que seu sonho é se mudar para uma casa definitiva. "Disseram que vão fazer um parque. Seria bom demais." Maria de Fátima Ferreira, 45, moradora da invasão há dez anos, também defende o projeto.


O Serrinha está visivelmente ameaçado. A área das nascentes está tomada pelo lixo que fortes enxurradas arrastam para lá nos períodos chuvosos. Para complicar ainda mais a saúde do córrego, uma tubulação joga esgoto a poucos metros das minas que formam o veio d'água. O vereador Rusembergue Barbosa, que visitou o local ontem, diz que, como está, o córrego morre nos próximos anos. "A natureza sempre dá uma resposta às agressões que sofre. Se não for recomposta a mata e as nascentes protegidas, o córrego não resiste."


O córrego tem cerca de 2,5 quilômetros. Em seu curto curso, recebe as águas do Córrego Mingau e deságua no Cascavel. Dentro da área destinada ao futuro parque, o Serrinha corre aproximadamente 500 metros. O presidente da associação diz que só com o cercamento e a reposição da mata é possível salvar o córrego.


Diretor de Áreas Verdes e Unidades de Preservação da Agência de Meio Ambiente (Amma), Ronaldo Vieira informa que a prefeitura tem interesse em preservar todas as nascentes do município, mas não há projeto para o Serrinha.

CONSCIENTIZAÇÃO - Vereador Rusembergue Barbosa lembra que é preciso conscientizar todos os moradores do local, levando em conta importância do manancial para o futuro Parque Serrinha

terça-feira, 24 de junho de 2008

Alcides concorda com o Parque da Serrinha

Diário da Manhã - 24/06/08.
Café da Manhã, página 04.

O governador Alcides Rodrigues, durante encontro de ontem pela manhã, com o vice-presidente da Câmara de Goiânia, Rusembergue Barbosa (PRB), mostrou-se totalmente favorável à criação de um parque ecológico no Morro da Serrinha. O projeto é defendido pela ONG Guerreiros da Natureza e várias outras entidades ambientalistas de Goiânia. A área pertence ao Estado e Alcides disse a Rusembergue que pretende reunir os vereadores de Goiânia e os representantes de associações de proteção ao meio ambiente para debater o projeto para aquela área de preservação. O governador lembrou a Rusembergue que já chegou a ser secretário de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e da Habitação de Goiás (na primeira gestão de Marconi Perillo) e tem completa consciência da importância da preservação do bioma Cerrado, que tem no Morro da Serrinha um dos seus últimos remanescentes em Goiânia. - Sou plenamente favorável ao parque no Morro Serrinha e em outras áreas verdes do Estado - afirmou Alcides.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Parque Morro Serrinha - Leolídio Caiado

Por Osmar Pires Martins Júnior*
Diário da Manhã
Cidades, p. 15
19/06/2008
Durante a primeira semana de despedidas a Leolídio Di Ramos Caiado, nosso querido Leco, várias manifestações de pesar e de homenagens à sua memória foram registradas nas páginas do Diário da Manhã. Tanto pela personalidade como pela vasta contribuição que o saudoso Leco deixou para o nosso país e a humanidade, ele é merecedor de todas estas manifestações e de outras que ainda poderão ser feitas.
Faço meu testemunho a respeito da atitude, do compromisso, do destemor com que Leco via e assumia posições em relação às complexas questões da ecologia e do meio ambiente. Quando exerci a função de secretário municipal do Meio Ambiente de Goiânia, Leco era o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil – seção Goiás (OAB-GO). Na ocasião, a prefeitura, com aprovação do prefeito Darci Accorsi e após discussão com os titulares das pastas afins, como Procuradoria e Planejamento, desacadeou o Programa de Resgate do Berço Ecológico de Goiânia, que implicou nas ações de recuperação dos Parques Vaca Brava, Areião, Botafogo, Linear Botafogo e Jardim Botânico. O advogado Leco não titubeou: discutiu o problema da grilagem urbana entre os membros da comissão da OAB/GO e deu total apoio à luta política e jurídica pela retomada do patrimônio público ambiental de Goiânia.

No artigo que escreveu e que o Diário da Manhã publicou na edição de 19 de outubro de 1996, intitulado “Criador de Parques”, o combativo e destemido Leco assim se pronunciou sobre a grilagem oficializada que vitimou o Parque Vaca Brava: [...] Havia área no centro da cidade, hoje bairro populoso, Setor Bueno, como é o caso do Vaca Brava, que era reclamado por pretensos e supostos proprietários particulares. Ora, [...] se o parque fosse transformado em construções de elevados prédios, os espigões, além de obstruir a beleza paisagística, impediriam o livre trânsito das brisas que suavizam a comunidade [...].

As palavras de Leolídio Di Ramos Caiado ecoam fortemente até os dias presentes. Muitos são ainda os pretensos proprietários que reclamam o Vaca Brava para si. Querem se apropriar de uma área pública ambiental com objetivos construtivos. Alguns os alcançaram e levantam espigões que degradam a paisagem da cabeceira de um fundo de vale e que impedem a circulação natural do vento e da água, repassando a conta das inundações e das ilhas de calor para os cidadãos.

Leco é merecedor de todas as manifestações justas, carinhosas e de gratidão, mas, não se deve destituir da pessoa merecedora o substantivo da homenagem – a luta pela ecologia concreta – em favor de djetivos fáceis que venham, na verdade, a obscurecer a realidade e manter o status quo da poluição, da degradação e da iniqüidade de uma sociedade desigual, autoritária e excludente.

Por certo que Leco é merecedor de homengens à altura de quem, na década de 1940, inciou sua prenegrinação em defesa do Cerrado, da fauna e da flora, implantando o Departamento de Caça e Pesca de Goiás. Trajetória essa que culminou na criação da Semago, posteriormente Femago e, agora, da recentemente extinta Agência Ambiental. O estado de Goiás foi pioneiro na implantação de uma lei de controle da poluição – a Lei nº 8544, de 17 de outubro de 1978, antes mesmo da lei que instituiu a política nacional – Lei nº 6938, em 1981. A Superintendência Estadual do Meio Ambiente de Goiás (Semago) foi por ele criada e presidida, contemporaneamente às primeiras agências de proteção ambiental no país e no mundo, como a Companhia de Tecnologia e Saneamento Básico e Ambiental de São Paulo (Cetesb), Fundação Estadual de Engeharia do Meio Ambiente do Rio de Janeiro (Feema) e Agência Norte-Americana de Proteção Ambiental (EPA), todas no ínício da década de 1970.

A sociedade é devedora de uma homenagem que venha expressar com fidedignidade a trajetória do homenageado no cotidiano dos goianienses e goianos. Lembro, a título de sugestão, que o último resquício urbano do Cerrado, encravado no ponto mais alto do Vale do Botafogo, onde Pedro Ludovico vislumbrou e escolheu o local para edificar a capital dos goianos é o Morro Serrinha. Uma área originalmente pertencente ao povo goianiense, destinada a parque municipal, mas que, pelos descaminhos da grilagem oficializada, foi parar nas maõs de particulares, que foi desapropriada pelo Estado de Goiás para a implantação de um Teleporto. Como o Estado dele desistiu por problemas ambientais com o Ministério Público, quem sabe, na esteira da feliz sugestão de um parque para Leco, feita brilhantemente pelo ex-governador e atual Senador Marconi Perillo, não se possa promover a união de todos – Estado, Município, MP, comunidade – e preservar o Cerrado no coração de Goiânia, bem como a memória de um dos mais ilustres defensores da natureza, em todos os tempos, com a implantação do belo Parque Morro Serrinha – Leolídio Caiado.
* Osmar Pires Martins Júnior, biólogo, engenheiro agrônomo, mestre em ecologia, professor de cursos de graduação e de pós-graduação em IES, presidente da Academia Goianiense de Letras, foi presidente da Agência Ambiental de Goiás (2003-06), perito ambiental do MP/GO (1997-02) e secretário do Meio Ambiente de Goiânia (1993-96).

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Comunidade pede criação de parque

Malu Longo
Cidades, O Popular
06/06/08


Representantes de entidades ambientalistas e estudantes da rede pública de ensino abraçaram ontem, Dia Mundial do Meio Ambiente, o Morro Serrinha, na região sul de Goiânia. O objetivo foi sensibilizar as autoridades para fazer da área de 107 mil metros quadrados um parque ecológico. Localizado entre as Ruas 1.106, 1.108 e 1.112 e Avenida Serrinha, entre os Setores Pedro Ludovico e Serrinha, o Morro da Serrinha foi escolhido no final dos anos 90 pelo governo estadual e iniciativa privada para sediar o Teleporto, um complexo de comunicação que ainda não saiu do papel. Enquanto isso, a área é degradada.


Em março deste ano, o vereador Rusembergue Barbosa apresentou à Câmara Municipal projeto de lei criando o Parque Serrinha. A iniciativa impulsionou a criação da Associação de Amigos do Morro Serrinha, coordenada pelo biólogo João Paulo Antunes.


“Estamos prontos para fazer o projeto do parque, mas ele precisa ser criado pela Câmara Municipal”, disse o presidente da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Clarismino Pereira Jr., que representou o prefeito Iris Rezende na manifestação.

3 mil abraçam o Morro Serrinha


Thatiane Rocha Abreu

DA EDITORIA DE CIDADES

Diário da Manhã, 06/06/08



No Dia Internacional do Meio Ambiente, comemorado ontem, cerca de três mil pessoas participaram de abraço simbólico ao Morro da Serrinha. O ato representou um gesto de apoio ao projeto que visa transformar o lugar em um novo parque ecológico ambiental de Goiânia. O projeto, proposto em março pelo vereador Rusembergue Barbosa, encontra entraves quanto à liberação da área, que oficialmente pertence ao Estado de Goiás.


A construção do Parque da Serrinha tem o apoio do prefeito de Goiânia, Iris Rezende, e ganhou o apoio de representantes de Organizações Não-Governamentais (ONGs). A proposta inicial feita pela Prefeitura de Goiânia é de trocar a área do Colégio Lyceu de Goiânia, localizado no Centro, que pertence à prefeitura, pela área do Morro da Serrinha, que alcança 107.398 metros quadrados.
Durante a manifestação ontem, estiveram presentes várias lideranças políticas, representantes de ONGs, do Batalhão Ambiental e cerca de dois mil estudantes de escolas localizadas próximas ao Setor Serrinha. O abraço oficial aconteceu às 10h15. O vereador Rusembergue disse que a data para manifestação foi escolhida para despertar nas pessoas no Dia Internacional do Meio Ambiente a consciência ambiental e a importância de preservar a área do Morro da Serrinha. “Goiânia está no caminho certo e se tornou uma cidade destaque em preservação ambiental; por isso, não podemos sair dessa rota. Essa área do Morro da Serrinha precisa ser preservada.”
O presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), Clarismino Júnior, representou, durante o ato, o prefeito de Goiânia. Ele definiu o ato como momento histórico para Goiânia. “A Serrinha é de Goiânia e deve ser transformada em um parque da capital. Esse abraço coletivo é um gesto concreto para essa causa”. Ele disse que existe grande empenho da prefeitura para que o parque seja construído, pelo fato de o lugar ser a única área nativa do Cerrado dentro da cidade. O coordenador-geral da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), Luiz Otávio Nascimento, representou o governador de Goiás, Alcides Rodrigues. Ele disse que a construção do parque é de interesse do Estado. “O governador fará o empenho necessário para que o parque seja construído.”
Depredação
O biólogo Osmar Pires Júnior apontou ontem, durante o ato, que Goiânia vive um contraste; é a capital que tem mais de 950 mil árvores plantadas e possui extensa área verde por metro quadrado, mas que vem sofrendo com a deterioração de seu patrimônio histórico. “A vegetação aqui do Morro da Serrinha está deteriorada. Aqui concentra-se 71 espécies de plantas nativas do Cerrado, nascentes de rios, mas estão sendo feitas extração de terras e existem formações de erosões. A área está abandonada e se não for cuidada, pode desaparecer.”

Ele lembrou de quando a área do Morro do Serrinha, em 2002, quase foi transformada em um Teleporto, onde seriam construídos quatro prédios. O projeto foi barrado pela Justiça. O biólogo salienta que a área faz parte de um dos primeiros planos diretores da Capital, instituído ainda em 1957, mas foi em 1994 que o terreno foi transformado em área de preservação ambiental. “Além da preservação, esse lugar tem um valor histórico para Goiânia. Foi aqui que Pedro Ludovico Teixeira teve a primeira vista ampla de Goiânia e decidiu instalar a capital. Essa área onde está construída a Organização Jaime Câmara pertence aos goianos. Essa afirmação é segmentada de acordo com o decreto de número 19, assinado em janeiro de 1951, registrado no cartório de registro de imóveis de Goiânia.”

Esporte O diretor de eventos da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, José Henrique Brandão, disse que há um projeto também para construir junto com o parque uma área para a prática de esportes. “Está passando da hora desse morro ser transformado em um parque de preservação ambiental”. No evento, representando os atletas, estava a goiana líder do ranking nacional de corrida e montanhas, Daiana Barros, 23.

comandante da guarda municipal de Goiânia, Gercy Joaquim Camelo, disse que apóia a construção do parque. “Nós somos a corporação responsável por fazer a proteção aos parques da cidade. Sou a favor da construção, porque irá enfocar a proteção ambiental dessa área”. O comandante do Batalhão Ambiental, tenente-coronel Carlos César Macário, disse que a área do morro está abandonada e que precisa ser protegida. “Esta é uma área de vegetação nativa e deve ser preservada. A construção de um parque vem a viabilizar essa preservação.”

Homenagem

Ontem, enquanto acontecia o abraço coletivo ao Morro da Serrinha, o artista Omar Souto fez um quadro representando a “mãe natureza”. Ele disse que foi a forma que encontrou para despertar as pessoas sobre a importância de preservar o meio ambiente. “Eu ainda sou daqueles que acreditam que dá tempo de fazer alguma coisa por nosso planeta. Acredito que a construção desse parque será uma grande conquista para os goianos e que haverá bom senso, tanto por parte da prefeitura quanto do Estado para fecharem um acordo.”

O quadro pintado durante o ato será doado ao grupo Pela Vida, que representa os portadores do vírus HIV. Para o presidente da ONG Guerreiros da Natureza, Antônio Carlos Volpone, é necessário que o parque seja construído o mais rápido possível. “Se o parque não for construído rapidamente, essa área nativa do Cerrado pode se perder”. Ele salienta que se o projeto do Teleporto, criado em 2002, tivesse sido levado adiante, o morro poderia ter desaparecido. “A ONG Guerreiros da Natureza teve importante participação contra a construção do Tele Ponto, e saímos vitoriosos quando o projeto foi barrado.”

De acordo com Volpone, a permuta entre a área do Colégio Lyceu e a área do Morro da Serrinha é viável diante da lei. O que foi confirmado pela advogada da Amma, Tatiane Oliveira Silva. Ela disse que a proposta que visa a troca dos dois terrenos, feita entre o poder municipal e estadual, é legal, e que depende apenas de reposta positiva do Estado.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Apoio pela criação do parque


Roberta Luiza,
Cidades, Diário da Manhã
30 de maio de 2008
Representantes do Fórum de Entidades Pró-Criação do Parque Ecológico Serrinha visitaram o Diário da Manhã na tarde de quarta-feira (28) para pedir o apoio do editor-geral do DM, Batista Custódio, na luta pela transformação do Morro da Serrinha em parque. Eles relataram o motivo pelo qual se engajaram no Fórum e por que vão participar do abraço coletivo à área de preservação permanente (APP), no Morro da Serrinha. O evento é no dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, a partir das 9 horas. Integrantes do Fórum esperam participação de aproximadamente três mil pessoas.
Batista Custódio contou que nunca em sua vida jogou fora qualquer semente de fruta. “Se ao invés de jogarem saquinhos de leite no lixo, as pessoas os enchessem de terra e plantassem neles as sementes que jogam fora, em dez anos o Brasil não daria conta de consumir tanta fartura.” O editor-geral do DM disse ainda que sempre procura fazer a sua parte. “A administração pública devia plantar árvores nativas das regiões e contratar artistas plásticos para planejar as praças de nossa cidade.”
O vereador Rusembergue Barbosa, autor do projeto de criação do Parque da Serrinha, garantiu que está lutando pelas causas ambientais. “Temos que pensar nas próximas gerações. Entrei com o manifesto e com o projeto porque quero que Goiânia continue sendo considerada a cidade mais verde e arborizada do Brasil.” A área do morro soma mais de 107 mil metros quadrados e está localizada na divisa dos setores Pedro Ludovico e Bairro Serrinha. O projeto de Rusembergue também se baseia em leis ambientais para que o poder público acate a idéia de criação do parque.
O secretário de Administração municipal, Jorge Pinheiro, que na oportunidade representou também o PRB Verde, garantiu que o prefeito Iris Rezende já se manifestou favorável à construção do parque e na recuperação da área. “Apoiamos a idéia porque precisamos combater o aquecimento global e plantar árvores é uma das soluções. Só o partido está reunindo cerca de 800 pessoas para abraçar o Morro da Serrinha.”
Aproveitando a presença de um representante da prefeitura, o consultor ambiental Alessandro Mendes pediu a ajuda para a preservação de várias outras áreas que são de preservação e que hoje viraram motivo de especulação comercial.
Degradação assusta moradores
Membro da Delegacia Estadual do Meio Ambiente (Dema), Janaína Mascarenhas assegurou que a delegacia já está em processo de investigação para a instauração de inquérito referente à nascente da Serrinha que fica no morro. O secretário municipal de Meio Ambiente de Aparecida de Goiânia, Lafaiete de Campos Filho, contou que a cidade vizinha também entrou nessa luta. “As pessoas perguntam por que estamos na briga pelo Parque da Serrinha, se somos de Aparecida. Eu apenas digo que estaremos juntos em toda luta em defesa do nosso bioma”, completou o secretário. Lafaiete falou ainda da importância de se cuidar de uma das últimas áreas de Goiânia que ainda tem vestígios do cerrado.
Segundo o presidente da Associação dos Amigos do Morro da Serrinha, João Paulo, nos últimos dois anos a degradação do morro foi maior do que nos anos anteriores. Essa devastação preocupa também a atleta Dayane Barros. Ela é campeã de corrida e montanha e defende a criação do parque. “Será um referencial para todos nós”, disse. Quem representou a Academia Goianiense de Letras foi o professor Mauro Pereira de Souza, diretor de intercâmbio cultural da academia. “A redução de áreas verdes traz problemas para a sociedade. Precisamos preservar principalmente as nascentes para evitar maiores prejuízos ambientais”, alegou.
A Ordem dos Advogados do Brasil (seção Goiás) foi representada na reunião pelo advogado Marcelo de Castro Dias, especializado em planejamento urbano e ambiental. “A OAB entende que o morro já é defendido pela própria legislação federal como área de preservação permanente (APP). Nada melhor que destinar essa área para um Parque Ecológico. Isso só vai melhorar a qualidade de vida da população”, justificou.
O diretor da Associação do Lago das Rosas, Aldair Queiroz, disse que todos entraram nessa causa para ajudar na preservação de uma área ambiental. “O Morro da Serrinha é um patrimônio histórico da humanidade. A única área da capital que tem vegetação típica do cerrado”, confirmou. Segundo a assessoria do vereador Rusembergue, no dia do evento, antes do abraço ao Morro da Serrinha, acontecerá a apresentação musical da Banda da Brigada de Operações Especiais do Exército.
ONG, Assembléia e empresários reforçam a luta
Vice-presidente da Acieg Jovem, Lílian Queiroz disse que “é importante abraçar causas ecológicas e sociais que dizem respeito a nossa sociedade. Depende dos jovens ter ou não um futuro melhor”. O representante da deputada estadual Vanuza Valadares, presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembléia, disse que ela não medirá esforços na interlocução com o Estado para a criação do parque. “A iniciativa é importante para o bioma do cerrado”, garantiu Wesley Batista.
A Organização Não-Governamental (ONG) Guardiões do Verde, presidida pelo cabo Araújo, entrou na luta pelo Parque da Serrinha. “Estamos há oito anos na briga pela preservação dos parques da Capital. O Morro da Serrinha é mais uma área de preservação que precisa ser cuidada”, observou Araújo.
Para o coordenador-geral da Associação Atletas de Jesus, Waldemir Soares, é preciso que todos trabalhem em defesa da vida. “Temos que preparar dias melhores para nossas crianças de hoje. Defender a vida é defender o verde. Não podemos esperar e temos que dar o primeiro passo já.”
Segundo o presidente da ONG Guerreiros da Natureza, A.C. Volpone, a entidade vai cobrar do vereador Rusembergue para que todas as pessoas envolvidas neste projeto se unam para resolver primeiro essa questão do parque. A ONG sugere ainda que a área que hoje é do Estado passe para o município. “Como o Morro da Serrinha é uma área estadual e o Colégio Lyceu está em uma área municipal, a troca pode ser feita. As duas têm o mesmo valor, e a troca é o melhor para que as entidades tentem junto à prefeitura o apoio para a construção do Parque Ecológico”, completa.
A diretora do Colégio Lyceu, Sílvia Zeferino, disse que a implantação de um parque no Morro da Serrinha vai enriquecer o trabalho com os alunos. “Poderemos fazer estudo de campo e os alunos vão conferir o meio ambiente na prática. O trabalho de conscientização fica bem mais fácil.”
Quem também pensa no contato com a natureza é o estudante de Biologia Murilo Rosa de Souza. Ele é membro do Projeto Escola Consciente e faz trabalho nas escolas para que os estudantes possam abraçar o Morro da Serrinha.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Abraço Coletivo no Morro da Serrinha

Marina Dutra, da Editoria de Cidades
Diário da Manhã - 21/05/08

Aconteceu ontem à tarde, na Câmara Municipal de Goiânia, a 2ª reunião do Fórum de Entidades Pró-Criação do Parque Ecológico Serrinha. O objetivo do evento é comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente no dia 5 de junho com um abraço coletivo à área de preservação permanente (APP) no Morro Serrinha, às 9 horas. No encontro com as entidades, foi definido os primeiros rumos da ação, como a distribuição de tarefas para organizar e mobilizar a população.

Segundo o vereador Rusembergue Barbosa, os responsáveis pelo projeto "Abrace a Natureza, proteja o Morro Serrinha" esperam que o número de participantes seja em torno de duas mil pessoas. "Temos que pensar no futuro desse local para que a população de Goiânia seja beneficiada. É uma luta em prol do verde, da preservação do meio ambiente." O foco do projeto também é conseqüência das sérias agressões e ameaças que o morro e as nascentes do Córrego da Serrinha já sofreram ao longo dos anos.

Na reunião, representantes de instituições, entidades não governamentais e ambientalistas contribuíram com o fornecimento de camisetas, divulgação em escolas e faculdades públicas e privadas, distribuição de águas, convites especiais para artistas e personalidades. Entre os representantes, as associações Guerreiros da Natureza, Amigos do Morro Serrinha e Amigos do Lago das Rosas enfatizaram a importância do projeto para que o Morro Serrinha se torne no futuro um parque ecológico. "A maioria das pessoas que moram naquela região já demonstrou vontade de ter uma área ecológica para ser usufruída", explica o presidente da Associação dos Amigos do Morro Serrinha, João Paulo Antunes da Silva, 26.

O prefeito Iris Rezende já disponibilizou para o dia do abraço ecológico 15 ônibus para o transporte de partipantes do evento. A intenção do fórum é reunir as autoridades para o evento, como o prefeito, secretários municipais e estaduais e o governador Alcides Rodrigues.

A APP soma mais de 107 mil metros quadrados e fica localizada na divisa do Setor Pedro Ludovico e Bairro Serrinha. De acordo com João Paulo, cerca de cem pessoas que moram na região já se disponibilizaram a participar do evento. O projeto também irá se basear em leis ambientais para que o poder público acate a idéia de criação do parque ecológico. Na próxima terça-feira, 27, haverá a 3ª reunião do fórum para delimitar a distribuição de tarefas de cada representante.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Abrace a Natureza - Participe do abraço ao Morro Serrinha



Dia 05 de junho às 9:00h

Ato Comemorativo ao Dia Mundial do Meio Ambiente

Fórum de Entidades Pró-criação do Parque Ecológico Serrinha:
- Câmara Municipal de Goiânia e AMMA
- Grupo Coletivo Jovem de Meio Ambiente
- Comissão de M. A. da Assembléia Legislativa
- Associação de Recuperação e Conservação - ARCA
- Comissão de Direito Ambiental da OAB-GO
- Grupo Ecológico Guardiões Verdes
- Academia Goiana de Letras
- Acadaemia Goianiense de Letras
- Movimento Jovem Cidadão
- Centrais Sindicais - UGT e CUT
- Delegacia de Crimes Contra o Meio Ambiente
- Assoc. de Defesa dos Cabos, Soldados e Bombeiros
- Federação dos Empreendedores - FENAE
- Instituto Alerta Brasil - IAB
- Assoc. Comercial e Industrial de Goiás - ACIEG/Jovem
- Associação Guerreiros da Natureza
- Associação dos Amigos do Morro Serrinha
- Associação dos Amigos do Lago das Rosas
- Associação dos Amigos do Parque Vaca Brava
- Associação Atletas de Jesus
- Sec. Meio Ambiente de Aparecida de Goiânia
- Projeto Escola Consciente - PEC

Fale conosco: 3524-4261 / 9298-9357 / abraceoverde@hotmail.com

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Amigos do Morro da Serrinha


Da Editoria de Cidades
Diário da Manhã - 12/05/08

Uma pesquisa feita por alunos de pós-graduação em Perícia Ambiental da Universidade Católica de Goiás (UCG) estimou que a maioria dos moradores do Setor Serrinha é a favor da criação de um parque em torno do morro, de modo a preservar a diversidade biológica da região. Os alunos entrevistaram 97 pessoas e constataram que cerca de 95% são favoráveis à obra. Atualmente, o morro tem sido alvo de depredação, principalmente por parte de moradores dos bairros ao redor. "Queimada, derrubada de árvores, lixo e retirada de solo são hoje os maiores problemas do morro", afirma o biólogo e presidente da Associação dos Amigos do Morro da Serrinha, João Paulo Antunes da Silva.
O projeto de transformar a área em um parque partiu do vice-presidente da Câmara Municipal de Goiânia, vereador Rusembergue Barbosa. Até o momento, pouco pôde ser feito, já que a área pertence ao governo do Estado e não à prefeitura. Há ainda o impasse entre o parlamentar e a presidente da Agência Goiana de Cultura (Agepel), Linda Monteiro, que pretende construir no local um mirante que abrigará a estátua de Pedro Ludovico Teixeira montado em um cavalo.
O argumento de Linda e seus defensores é a importância histórica do morro, já que foi dali que o então interventor em Goiás avistou o local onde, mais tarde, seria construída Goiânia. Rusembergue, ao contrário, propôs a realização de um plebiscito para que a população decida o melhor local para se instalar a estátua. O vereador se diz contra a transferência para a Serrinha, alegando que a estátua causaria mais impacto ambiental à região, que corresponde a uma das poucas reservas de Cerrado dentro da Capital.
Na última semana, Rusembergue se reuniu com o secretário de Articulação Política do Governo, Roberto Balestra, quando formalizou um pedido de transferência da área do morro para o município, o que facilitaria a criação do parque, já que o próprio prefeito Iris Rezende se mostrou a favor. Balestra garantiu que encaminhará a proposta ao governador Alcides Rodrigues e que uma solução será encontrada o mais rápido possível.
Curiosamente, a mesma pesquisa feita com os moradores do Setor Serrinha contraria os argumentos de Rusembergue e ambientalistas contrários à instalação da estátua no local. Em torno de 70% dos entrevistados dizem ser a favor do monumento no morro. O presidente da Associação afirma que isso é perfeitamente possível, desde que ocorra após a recuperação total da área devastada, aproveitando, no futuro, instalações já existentes para colocar a estátua. Atualmente, o Morro da Serrinha já possui uma torre de telecomunicações e um reservatório de água.

Entidades fazem parceria e pedem pressa aos governos na preservação
A Associação dos Amigos do Morro da Serrinha firmará uma parceria com a Ong Guerreiros da Natureza na luta pela criação do parque na região. A entidade se posiciona radicalmente contra qualquer tipo de construção no local, inclusive a instalação da estátua. O argumento é que os danos já são grandes demais e a região deve ficar livre da presença humana. A parceria, no entanto, será apenas no que se refere ao parque. O presidente da ONG, Antônio Carlos Volpone, enviará ofício ao governador Alcides Rodrigues e ao prefeito Iris Rezende, solicitando que seja acelerada a negociação, porque o futuro parque está sendo depredado e não pode esperar por tanta burocracia. O biólogo João Paulo, da Associação, no entanto, afirma que a entidade é favorável ao plebiscito e, dentro da entidade, existem pessoas que apóiam o monumento na Serrinha.
O Morro da Serrinha ocupa uma área de mais de 100 mil metros quadrados. A região contém mais de 70 espécies nativas do Cerrado brasileiro, como pequi, jacarandá e cagaita. É considerado ainda o ponto mais alto de Goiânia, de onde Pedro Ludovico projetou aquela a ser a Capital. A transformação da área em um parque seria um desejo do próprio Attilio Corrêa Lima, responsável pelo projeto arquitetônico de Goiânia. Ele teria reservado o morro para esse fim.
A variedade de espécies inclui algumas consideradas endêmicas, ou seja, não são encontradas em outro lugar. O morro também é responsável pelo reabastecimento aquático de áreas da Capital, como o Parque Amazônia e Córrego Botafogo, já que capta a água da chuva e alimenta o lençol freático. Caso o projeto de criação do parque seja aprovado, as únicas alterações feitas no local serão as telas que cercarão o morro e passarelas destinadas ao acesso de pessoas.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Projeto segue para Alcides

Cidades - Diário da Manhã
06/05/2008

O secretário de Articulação Política do Governo, Roberto Balestra, prometeu encaminhar ao governador Alcides Rodrigues as propostas apresentadas pelo vice-presidente da Câmara Municipal, vereador Rusembergue Barbosa, acerca da criação do Parque da Serrinha. Os dois se reuniram ontem com representantes de entidades da sociedade civil e órgãos dos governos estadual e municipal.
A proposta de Rusembergue prevê a transferência da área do morro da Serrinha para as mãos do município e, a partir daí, viabilizar sua transformação em um parque. Como moeda de troca, o parlamentar propôs a transferência da área do Colégio Lyceu de Goiânia, em poder da prefeitura, para o Estado. A situação atual impede a instituição de receber recursos do governo federal, por meio do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), já que se trata de uma escola estadual em terreno municipal e que não possui registro de escritura, conforme explicou a diretora do colégio, Silvia Zeferina.
Estamos em busca de um entendimento. Estivemos em uma reunião anterior, onde sugerimos a criação do Parque da Serrinha e agora viemos propor uma permuta para que o morro passe para as mãos do município e o lote do Colégio Lyceu para o Estado, afirmou Rusembergue. Secretário prometeu que a proposta seria encaminhada o mais rápido possível ao governador e à secretária estadual de Educação, Milca Severino, no que se refere à situação do Lyceu.
O governador tem todo o interesse em criar o Parque da Serrinha, mesmo porque já existe um projeto em desenvolvimento, afirmou Balestra, referindo-se ao projeto da Agência Goiana de Cultura (Agepel) em instalar no local um monumento em homenagem a Pedro Ludovico Teixeira. A estátua, concebida pela artista plástica Neusa Morais, mostra o fundador de Goiânia montado em um cavalo. O projeto consiste na criação de um mirante, onde a estátua será instalada a uma altura de 19 metros.
A intenção da presidente da agência, Linda Monteiro, em instalar a estátua no Morro da Serrinha, provocou a reação de Rusembergue, que propôs a realização de um plebiscito para que a população decida o melhor local para a construção do monumento. Há também o argumento de que a área é uma das poucas reservas de cerrado presentes em Goiânia. Pesquisa feita pelo presidente da Associação dos Amigos do Morro da Serrinha, João Paulo Antunes da Silva, constatou que 95% dos moradores entrevistados (97, no total) aprovam a criação de um parque.

Nascente

O diretor de Urbanismo da Agência Goiana de Desenvolvimento Regional (AGDR), Jadir Mendonça, acrescentou que, além do morro, a nascente do córrego da Serrinha também deveria ser incluída no projeto do parque.
Atualmente, ela se encontra em área particular e próxima a áreas de invasão, o que exigiria a abertura de um processo de desapropriação. Como estratégia para agilizar o processo, Mendonça propôs a realização de um acordo com os proprietários, que teriam problemas com o pagamento de IPTU. Desta forma, a área seria desapropriada em troca do perdão das dívidas.
O morro da Serrinha ocupa uma área de mais de cem mil metros quadrados. A região contém mais de 70 espécies nativas do cerrado brasileiro, como pequi, jacarandá e cagaita. É considerado o ponto mais alto de Goiânia e do qual Pedro Ludovico projetou a futura capital. A transformação da área em um parque seria um desejo do próprio Attilio Corrêa Lima, responsável pelo projeto arquitetônico de Goiânia e que teria reservado o morro para este fim.
Além de abrigar espécies nativas, o morro também constitui em uma área de recarga de água. Isso significa que ele alimenta o lençol freático com água da chuva e drena a água para o Parque Amazônia e Córrego Botafogo. Ao que tudo indica, tudo caminha para um entendimento entre os governos municipal e estadual, que deverão ceder para que, tanto o parque quanto a estátua do fundador de Goiânia sejam viabilizados sem, no entanto, agredir o meio ambiente. Não será tão rápido quanto desejamos, mas garanto que haverá uma solução, concluiu Roberto Balestra.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Proposta de troca de terrenos será apresentada a Balestra

Cidades - Diário da Manhã
25/04/08

A proposta de troca de posse entre as áreas do Colégio Lyceu de Goiânia (município) e do morro da Serrinha (Estado), anunciada ontem no DM, será apresentada ao governo de Goiás, na próxima terça-feira. O encontro ocorrerá às 14h30, no gabinete do secretário de Articulação Política do governo, Roberto Balestra. Estarão presentes o vereador Rusembergue Barbosa, autor da proposta, a diretora do Lyceu, professora Sílvia Zeferina de Faria, e o ambientalista Antônio Carlos Volpone, presidente da Associação de Exploradores de Cavernas e Elevações (Guerreiros da Natureza).

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* A audiência marcada na data acima foi foi cancelada e realizada na data de hoje, 5 de maio de 2008, segunda-feira.
A AAMS esteve presente e logo anunciaremos aqui as novidades.

Parque está cada vez mais perto

Cidades/Meio Ambiente
Diário da Manhã - 24/04/08

O colégio mais antigo da cidade, o Lyceu de Goiânia, enfrenta impasse para receber a verba do Plano de Ações Articuladas (PAR) do governo federal. O benefício é destinado à melhoria da infra-estrutura das escolas públicas do País. Assim como o Lyceu, a maioria das escolas estaduais localizadas em Goiânia enfrenta este problema. Ocorre que, para esta verba chegar, as escolas precisam cumprir os critérios previstos pelo PAR, que faz parte do Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND), provido do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). O critério causador do impasse é a falta de regularização de seus imóveis, ou seja, a falta de escritura da área destes colégios.
Ao tomar conhecimento deste fato e a fim de promover uma solução que beneficie a população, o vice-presidente da Câmara Municipal de Goiânia, vereador Rusembergue Barbosa, irá requerer, junto à prefeitura da cidade e ao governo do Estado, que seja feita troca entre áreas públicas que se encontram sob controle desses governos. Para tanto, ele propõe que a área do Lyceu, localizada no Centro, por ser municipal, seja cedida ao Estado e, em troca, que ele doe ao município o Morro do Serrinha, no Setor Pedro Ludovido, para que, neste local, possa ser construído um Parque Ecológico. O projeto do parque e um manifesto sobre a importância da questão ambiental foram apresentados, na semana passada, ao secretário de articulação política do governo, Roberto Balestra. Nesta ocasião, estiveram presentes ainda representantes de associações como Amigos do Morro do Serrinha, Guerreiros da Natureza, Amigos do Parque Vaca Brava, Recuperação e Conservação do Meio Ambiente, Amigos do Lago das Rosas e também da Academia Goianiense de Letras. Com isso, temos um entendimento entre o poder público municipal e o estadual, em que ambos serão beneficiados, ajudando o colégio, que, por toda sua história, merece ter sua área devidamente registrada, observa o vereador. Na semana passada, a diretora do Lyceu, professora Sílvia Zefêrina de Faria, pediu agilidade na aprovação do processo que trata da regularização do terreno da escola. Ela fez o pedido ao final de audiência pública na Câmara de Goiânia, oportunidade em que estava presente, além de parlamentares e do público, o prefeito e ex-aluno do colégio, Iris Rezende. Segundo Sílvia, na ocasião, vereadores manifestaram solidariedade em contribuir para que fosse dada agilidade no andamento deste processo, mas que nada foi feito até o momento.
De acordo com a diretoria legislativa da Câmara, em média, são 60 dias para ser concedido resultado final, que, neste caso, é a criação do projeto de lei. Este processo foi encaminhado pelo prefeito à Câmara e lido em plenário, sendo levado à Comissão de Constituição e Justiça, que analisará sua legalidade e constitucionalidade. Em seguida, vai à diretoria legislativa para ser incluso na pauta de votação. Assim, passa por primeira votação, é direcionado à Comissão de Obras e Patrimônio e, somente depois, será novamente votado. Após este último ato, é encaminhado ao prefeito para ser ou não sancionado. O processo do Colégio Lyceu, de número 073, deu entrada na Câmara no dia 28 de março, e no dia 16, quando chegou à CCJ, foi remetido à Secretaria Municipal de Planejamento para que sejam repassadas informações técnicas referentes à matéria. Com estes dados, só então poderá ser dada continuidade à sua tramitação na Câmara Municipal. A presidente da Câmara Técnica de Áreas Públicas e Regularização Fundiária da Seplam, Edy Lamar Silva Achcar, informou que este projeto ainda não chegou naquele local, não podendo prever quando ele retornará a Câmara. Cabe à Câmara Técnica o controle das áreas públicas do município e regularização dos loteamentos irregulares clandestinos e de posse. Segundo Sílvia, a regularização da área do Lyceu fará com que a verba do governo federal sirva para reformar o ginásio do Colégio, que é a prioridade. Faremos ainda a reforma do auditório, que dispõe apenas da estrutura física, bem como a dos banheiros e a construção de um refeitório e um conservatório de música, explica. Ela lembra que, ao saber da exigência para o recebimento deste financiamento, procurou cartórios no Centro e que foi informada de que teria que requerer à Secretaria de Fazenda (Sefan) e que lá enviaram ofício a Seplam. Lembra que já foi várias vezes à Câmara pedir agilidade em uma regularização que deveria ter sido feita há vários anos, mas que acabou sendo esquecida.Sílvia observa que, mesmo sem esta verba, o colégio não fechará pois, segundo a portaria 570/2002, o Instituto do Patrimônio Histórico Ambiental Nacional concedeu à escola título de patrimônio histórico da arquitetura art déco e porque como o Lyceu existe apenas outro colégio em Pernambuco. De acordo com o ambientalista Antônio Carlos Volpone, presidente da Associação de Exploradores de Cavernas e Elevações (Aece/Guerreiros da Natureza), será enviado ofício ao prefeito e ao governador, para que seja feita com rapidez a troca entre a posse dessas áreas pertencentes ao Estado e município. Ressalta que todos ganharão com a atitude, em especial, o colégio e a população.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Rapidez na criação do parque

Moacir Cunha Neto
Editoria de Cidades - Diário da Manhã
18/04/2008


Depende do governador Alcides Rodrigues (PP) a criação do Parque Ecológico Serrinha. A área de preservação ambiental a ser implantada já recebeu o aval do prefeito Iris Rezende (PMDB). Agora, falta o governo do Estado doar a área ao município, para que o projeto, de autoria do vereador Rusembergue Barbosa (PRB), seja levado adiante. A discussão toma corpo. Tanto que, na tarde de ontem, o secretário de Articulação Política do governo, Roberto Balestra, recebeu comitiva para debater e apresentar a proposta. “Esse pode ser um dos maiores e mais belos parques ecológicos do Centro-Oeste”, sentenciou Balestra. Na ocasião, ele pediu que o projeto, que contempla a preservação ambiental, receba a atenção dos governos municipal e estadual, além da União, de onde viriam os recursos para efetivar a obra. Na terça-feira, 15, o prefeito Iris Rezende disse que é favorável à instalação do Parque Ecológico da Serrinha, ocasião em que recebeu o manifesto da criação da unidade de conservação ambiental da ONG Guerreiros da Natureza. “Muito bom, eu sou ‘parqueiro’. Falou em parque, é comigo mesmo.” Minutos mais tarde, durante a entrevista coletiva, o prefeito reforçou o apoio à iniciativa e afirmou que Goiânia já instalou outros parques, e que pretende chegar a dez dessas unidades. Segundo ele, a área da Serrinha pertence ao Estado, mas está disposto a procurar o governador e propor a troca por um dos imóveis da prefeitura. O prefeito afirmou, também, que há no momento bom entendimento entre o município e o governador, sendo que o clima político se apresenta favorável à negociação.Durante a reunião na tarde de ontem, Balestra mostrou-se sensível ao tema, tanto que pedirá agilidade na apresentação do projeto ao governador Alcides Rodrigues. Não definiu data para o resultado da apreciação do documento, mas garantiu que é do interesse do Estado de Goiás a criação do Parque da Serrinha. Pontuou ainda a preocupação do governo com a questão ambiental e ressaltou que a União deve ser convidada a participar, tendo em vista ser a detentora de recursos para a viabilidade do projeto. O vereador Rusembergue Barbosa disse que não existem estudos que comprovem ser viável o projeto. “Apesar disso, queremos preservar a única reserva de Cerrado existente no centro da Capital”, ressaltou. Para o presidente da Associação Amigos do Morro da Serrinha, João Paulo Antunes, é preciso olhar de perto a degradação do local. Tanto que enumera os principais temas a ser debatidos, como retirada de terra das encostas do morro, acúmulo de lixo na área e, mais grave, populares que, em caminhada pelas trilhas, contribuem para aumentar os danos ambientais na região. “Além disso, temos observado queimadas e retirada de lenha, num flagrante desrespeito ao bioma Cerrado”, lamentou. Na Câmara de Goiânia, a discussão aquece o plenário. Tanto que o vereador Rusembergue Barbosa convidou a ONG Guerreiros da Natureza a explicar aos parlamentares a importância do parque. Diretor de marketing da entidade, João Paulo Borges esclarece que a área abriga mais de 50 espécies vegetais do Cerrado, além de animais. “Conseguimos evitar a construção do Teleporto. Graças a Deus, as árvores não foram cortadas. O parque vai salvar o pouco de Cerrado que ainda existe na área urbana de Goiânia”, pondera. Os vereadores Euler Ivo e Amarildo Pereira fizeram discurso favorável à criação do parque. Ivo lembrou que, quando da discussão sobre o Teleporto, foi contra o projeto. “Minha idéia é transformar a Serrinha em um buquê de flores. Já sugeri que se plantem barrigudas, ipês e caraíbas, para manter a Serrinha bonita, florida e preservada.”

O PROJETO

O projeto em tramitação na Câmara Municipal prevê a implantação da área de preservação com 107.698m². O autor, Rusembergue Barbosa, diz que o objetivo principal é a preservação da área, que hoje abriga vândalos, além de estar em processo de degradação. “Queremos, acima de tudo, preservar a área e manter as espécies nativas do Cerrado”, sentenciou. O presidente da ONG Aece – Associação de Exploradores de Cavernas e Elevações (Guerreiros da Natureza) , Antônio Carlos Volpone, diz que, além das árvores típicas do Cerrado, já avistou gambás, ratos selvagens e dois tatus na Serrinha. “O mais incrível é a variedade de pássaros. Pelo menos cem espécies podem ser vistas.” Cobras também podem ser encontradas no local, como revelou Volpone.


MANIFESTO PELA CRIAÇÃO DO PARQUE ECOLÓGICO SERRINHA
“SALVE O MORRO SERRINHA”

Área de preservação permanente, que soma 107.698 m² (cento e sete mil, seiscentos e noventa e oito metros quadrados), localizada entre as Ruas 1.106, 1.108, 1.112 e a Avenida Serrinha, na divisa do Setor Pedro Ludovico com o Bairro Serrinha, o Morro Serrinha enfrenta um grave processo de degradação ambiental, que pode levar à sua extinção. Uma das últimas reservas do bioma cerrado, nativo e original, ainda presente na zona urbana de Goiânia, o Morro Serrinha conserva as suas características originais. Ele tem uma importância estratégica para a própria preservação do Cerrado. Naquela área verde rica em plantas nativas sobrevivem mais de 70 espécies dessa vegetação típica brasileira, que outrora cobria extensamente o Centro-Oeste, como jatobá-do-cerrado, ipê-do-cerrado, barbatimão, faveira, carobinha, araticum, murici, piqui, cagaita, jacarandá, bacupari, mangericão-do-campo e ipê-amarelo. O Morro Serrinha é um espaço-livre constante do plano original da cidade, arquitetada por Attilio Corrêa Lima, que se constitui numa das principais referências da história de Goiânia. É o ponto mais alto da área original da cidade, de onde, na década de 30, o fundador de Goiânia, Dr. Pedro Ludovico Teixeira, conforme os registros históricos e os relatos de seus próprios familiares, durante uma cavalgada se convenceu de que achara o espaço ideal para a instalação da nova capital do Estado de Goiás, depois de vislumbrar o magnífico horizonte. Destarte, defendemos a adoção imediata das providências necessárias ao resgate e à revitalização daquele importante pulmão verde, com o fim das agressões, depredações e demais ações nocivas aquele ecossistema. Conclamamos toda a sociedade, que se orgulha em viver numa cidade que se firma como capital verde do País e que também almeja tornar-se a capital brasileira com maior número de parques, a assinar este Manifesto e a promover manifestações e atos de mobilização pela criação naquela área do Parque Ecológico Serrinha, que irá assegurar a sua preservação ambiental e contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população.


Goiânia, aos 15 dias do mês de abril de 2.008.


* CÂMARA MUNICIPAL DE GOIÂNIA
* ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DO MORRO SERRINHA
* ASSOCIAÇÃO GUERREIROS DA NATUREZA
* ACADEMIA GOIANIENSE DE LETRAS
* ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DO PARQUE VACA BRAVA
* ASSOCIAÇÃO DE RECUPERAÇÃO E CONSERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
* ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DO LAGO DAS ROSAS

Iris dá aval ao Parque Serrinha

Ivair Lima
Editoria de cidades - Diário da Manhã
16/04/2008

O prefeito Iris Rezende disse ontem, após apresentar o relatório da gestão fiscal do último quadrimestre de 2007 aos vereadores, que é favorável à instalação do Parque Ecológico Serrinha. Ao receber o manifesto pela criação da unidade de conservação ambiental da ONG Guerreiros da Natureza, o prefeito afirmou bem-humorado: “Muito bom. Eu sou parqueiro. Falou em parque, é comigo mesmo.” Minutos mais tarde, durante a entrevista coletiva, o prefeito repetiu que vê a idéia com bons olhos. Afirmou que Goiânia já instalou parques e que pretende chegar a dez dessas unidades. Iris disse que a área da Serrinha pertence ao Estado, mas que está disposto a procurar o governador Alcides Rodrigues para propor troca de algum imóvel da prefeitura pelo terreno do futuro parque. Segundo o prefeito, há bom entendimento entre ele e o governador e o clima político nesse momento é favorável a uma negociação.

Apoio em plenário
O vereador Rusembergue Barbosa, autor do projeto de lei que institui o Parque Serrinha, convidou a ONG Guerreiros da Natureza para explicar aos vereadores a importância do Parque. Antônio Carlos Volpone, presidente da entidade, disse que a área de Cerrado abriga mais de 50 espécies vegetais. “Conseguimos evitar a construção do Teleporto. Graças a Deus, as árvores não foram cortadas. O parque vai salvar o pouco de Cerrado que ainda existe na área urbana de Goiânia”, pondera. O empresário João Paulo Borges, 43, diretor de Marketing dos Guerreiros da Natureza, disse aos vereadores que esteve recentemente na China e ficou impressionado com o nível de poluição. “Não se vê Sol, nem a Lua nem o céu. Se não preservarmos o que ainda temos da natureza, podemos chegar a esse nível de degradação.” Os vereadores Euler Ivo e Amarildo Pereira discursaram em favor do projeto. Euler Ivo lembrou que, quando da discussão sobre o Teleporto, foi contra o projeto. “Minha idéia é transformar a Serrinha em um buquê de flores. Já sugeri que se plantem barrigudas, ipês e caraíbas, para manter a Serrinha bonita, florida e preservada.”

O projeto
O projeto em tramitação na Câmara Municipal prevê a implantação da área de preservação com 107.698 m2. O autor, Rusembergue Barbosa, diz que seu objetivo é preservar a área. “Se não fechar e proibir construções, vai se perder um patrimônio ambiental muito importante para a cidade.”Antônio Carlos Volpone diz que, além das árvores típicas do Cerrado, já avistou gambás, ratos selvagens e dois tatus na Serrinha. “O mais incrível é a variedade de pássaros. Mais de cem espécies podem ser vistas.” As cobras também são moradoras da Serrinha: os Guerreiros da Natureza já avistaram sete répteis na área que querem transformar em parque ecológico.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

TRE decide se Goiânia terá seu primeiro plebiscito na história

Cidades - Diário da Manhã

01/04/2008

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Vítor Barboza Lenza, mostrou-se animado com a possiblidade de Goiânia ter seu primeiro plebiscito da história. Disse que “vê com bons olhos e simpatia a iniciativa” de, através do voto popular, decidir onde será instalada a estátua de Pedro Ludovico Teixeira. Informou ainda que submeterá ao Tribunal Pleno do TRE a decisão sobre a realização do plebiscito.Caso tenha o aval do Tribunal, o plebiscito seria realizado simultaneamente com as eleições do próximo dia 5 de outubro. Assim, o eleitor goianiense votará para prefeito, vereador e também para a escolha do local de instalação do monumento. São cinco as alternativas: Rua 24, nº 580, no Setor Central (imóvel onde está a centenária árvore moreira); Praça Dr. Pedro Ludovico Teixeira (Praça Cívica); Praça do Trabalhador; Praça Germano Roriz (Praça do Cruzeiro) e Morro da Serrinha, após a implantação do Parque Serrinha. Ontem, Vítor Lenza recebeu, em seu gabinete, o projeto do plebiscito das mãos do vereador Pastor Rusembergue (PRB). Mandou abrir um processo e garantiu que irá colocar a matéria na pauta do pleno “o mais breve possível”. No entanto, adiantou ao vereador que “não vê problema em fazer esse plebiscito em Goiânia, porque não seria eleição paralela ou fora de época, o que demandaria gastos vultosos por parte da Justiça Eleitoral”. A idéia do plebiscito surgiu, segundo o vereador Rusembergue, no intuito de resgatar uma obra altamente significativa para a memória de Goiânia. Ele se mostra indignado com o descaso das autoridades em relação àquele monumento. A obra se arrasta há quase 20 anos e só foi concluída recentemente com o trabalho de revestimento em bronze da escultura feito pela empresa de fundição Fundiart, em Piracicaba (SP). Rusembergue lembra que a artista plástica Neusa Moraes faleceu aos 72 anos, em fevereiro de 2004, sem conseguir concretizar o sonho que acalentou por anos, justamente devido à essa falta de sensibilidade das autoridades.

Morro pode virar parque

Cidades - Diário da Manhã
28/03/2008

O vice-presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Rusembergue Barbosa, solicitou ontem ao governador Alcides Rodrigues que envie à Assembléia Legislativa projeto de lei de transferência de uma torre de telecomunicações e de um reservatório de água da área do Morro da Serrinha. O pedido reforça o projeto de lei do parlamentar que propõe a transformação da área, considerada a única região de Cerrado dentro da Capital, em parque destinado à visitação pública e preservação da mata nativa. O pedido é também uma resposta à decisão da Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira (Agepel) de instalar a estátua do fundador de Goiânia, concebida pela artista plástica Neusa Morais, no morro. A justificativa é de que a estátua causará impactos ambientais graves à região, que possui algumas espécies endêmicas (não encontradas em outro lugar). O parlamentar classificou a instalação da estátua como uma aberração, que poderá provocar efeitos desastrosos ao morro.Para resolver este impasse, o vereador encaminhou à Câmara projeto que prevê realização de plebiscito para decidir o local mais adequado. Cinco foram os locais escolhidos: o imóvel da Rua 24, onde se encontra a centenária árvore moreira, as praças Cívica, do Trabalhador e do Cruzeiro e o Morro da Serrinha, conforme desejo da Agepel. O texto está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para última votação. Na próxima segunda, Rusembergue se reunirá com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Victor Lenza, para tratar do assunto. Caso o pedido seja aprovado, o plebiscito ocorrerá durante o período eleitoral.A presidente da Agepel, Linda Monteiro, não foi encontrada para dar declarações. Entretanto, em reportagem veiculada pelo Diário da Manhã em janeiro deste ano, a agência declarou que a obra não agridirá o meio ambiente e poderá até valorizá-lo. O projeto consiste na criação de mirante, onde a estátua será instalada a uma altura de 19 metros.O Morro da Serrinha ocupa uma área de mais de 100 mil metros quadrados. O local contém mais de 70 espécies nativas do Cerrado brasileiro, como pequi, jacarandá e cagaita. É considerado o ponto mais alto de Goiânia e do qual Pedro Ludovico projetou a futura Capital. A transformação da área em um parque seria desejo do próprio Attílio Corrêa Lima, responsável pelo projeto arquitetônico de Goiânia, e que teria reservado o morro para este fim. “A intenção de Attílio era fazer uma capital semelhante a um jardim”, afirmou Rusembergue. A área pertencia à empresa Sul Americana de Montagens S/A (EMSA) e foi desapropriada ainda na primeira gestão do então governador Marconi Perillo para a construção de um Porto de Telecomunicações (Teleporto), que consistiria em um complexo destinado à transmissão e recepção de sinais de telecomunicações via satélite. O projeto, no entanto, foi embargado pelo Ministério Público estadual, que argumentou ser ilegal a construção em cima de topos de morros. Ainda assim, a Serrinha abriga antenas e um reservatório de água, que alteram a paisagem natural e impedem a infiltração de água.

OPOSIÇÃO
A oposição à decisão da Agepel tornou-se mais forte quarta-feira (26), quando um grupo de ambientalistas, liderados pelo presidente da ONG Guerreiros da Natureza, Antônio Carlos Volpone, visitou o morro e declarou ser contra a instalação do monumento na Serrinha. O grupo também manifestou seu apoio ao vereador Rusembergue no projeto de transformação da área em parque. “O vereador será bem recebido neste e em outros projetos que visem à preservação ambiental”, declarou Volpone. Além de abrigar espécies nativas, o morro também constitui área de recarga de água. Isso significa que ele alimenta o lençol freático com água da chuva e drena a água para o Parque Amazônia e Córrego Botafogo. Se aprovado o projeto de criação de um parque, este será cercado e todas as construções atuais deverão ser retiradas. A únicas alterações deverão ser caminhos destinados ao acesso do público. Futuramente, o vereador afirma que a área poderá, inclusive, abrigar a estátua de Pedro, desde que seja instalada sob critérios ecologicamente corretos.